terça-feira, 29 de abril de 2014

Avesso

Descrevo-te em versos,
Descubro teu inverso,
Temos lá nossos tropeços
Mas não nos culpo esse é o preço,
Me perco em meio aos desejos
Desencontro-me nos teus erros e defeitos,
Alguns até tolero
Outros eu tento e as vezes esqueço,
No teu calar já enlouqueço,
Advinhar os teus anseios
O que pra mim é pesadelo,
Um dia saberei eu se tu es flor,
Flor que me vira do avesso.
Sinto muito

Voce arrancou-me pedaços
E depois os triturou,
Mastigou meus pedaços de forma que destruiu meu bem querer,
Me feriu e depois me curou,
Só resta agora
A pena
De mim por você.
Não sei

Eu sei, não sou nada,
Sei que sou tumulto
Sei, sofro distúrbios,
Sou só um confuso,
Sinto frio, nada sinto
E tudo sinto a ponto de não querer mais ser tão forte assim,
Não consigo mais fugir de mim,
Nem sequer me enfrentar,
Não sei porque tenho tanta vontade assim de vencer,
Não encontro respostas quando me pergunto porque ainda acredito no verdadeiro,
Aprendi que sofrer em silêncio as vezes é mais convincente
De que só você mesmo se importa,
As vezes...
Só você mesmo.
Beijo

Corpos que se encaixam no simples ato do querer,
Lábios que se entrelaçam sob a coreografia perfeita do nosso beijo,
Um beijar que enche-me a alma de flores,
Sabores e tremores.
- I

Havia tanta coisa para ser lembrada
Mas você me deu tantos motivos pra eu querer esquecer,
E eu ainda permito lembrar-me.